sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
domingo, 24 de maio de 2009

ESCONDIDA DO TEMPO
De ternura me visto, de solidão os meus olhos choram.
Deito-me na pedra do rio que corre
e sinto o teu cheiro misturado na água cristalina
e visto-me de amante para te esperar.
Revolto os trapos e tapo a minha nudez
que o luar beija noite após noite.
De nada serve a nudez a pele cheirando a rosas brancas
se os teus olhos se escondem do tempo,
do nosso tempo.
Na gaveta escondo saudade, luar e mãos de poeta
que ontem me afagaram a face.
Guardo tambem
os beijos de amantes.
Oh saudade e desvario, oh nudez coberta de mil pétalas
oh cansaço de viver amando-te sempre
e tão só.
Assim me escondo do tempo e, tambem
de ti, saudade...
Amália LOPES
Maio 24/2009
sábado, 23 de maio de 2009
Um lindo poema do meu amigo e Poeta Eugénio de Sá
Minha amiga, já que os teus esgotaste
E esta noite sonharás desperta
E eu dormirei amando o que sonhaste
Sentir-te-ás voando em nuvens altas
Correndo os dedos em cítaras divinas
Das tuas dores não sentirás a falta
Porque elas se tornaram pequeninas
E contigo estará este lirismo
Que fez de mim poeta e me dotou
Da magia de amar que hora te dou
Enquanto eu, amiga, ficarei
Esvaziado de mim mas encantado
Porque afinal é teu o meu sonho emprestado
MULHER///DEUSA
Vestida em raios de luar
Sentimentos que seguras ao vento
Protegida por ti mesma, em ondas de carinho
Olhas o mar espalhando carinho
Em cada grão de areia.
////
Tuas veias são rios de poesia
Habitas na terra mas o teu mundo
É o sol...
És coroada de pérolas
Teu corpo é um manto de estrelas
Cheirando a pétalas de carinho.
////
MULHER,
teu sonho é o amor
tuas mãos a felicidade
és o amor que procuras
és um sorriso de candura
HOMEM/AMANTE
Teu cheiro a seduz
Teu corpo a penetra na noite dos segredos
És tesão, és desejo
Não a toques, ela é de fino cristal
Ela quer sempre mais
Ela quer AMOR
ELA QUER PAIXÃO...
Amália LOPES
8 de MARÇO 2009
MULHER PAIXÃO
Teu olhar
navegando entre a lua e o sol.
Pétalas e perfume têm gostinho de paz.
Seu andar são cascatas de luz,
Soltam-se de ti palavras em matizes pintadas
na sombra da ternura.
Paixão Mulher
Beijos doces aromatizando a pele macia
de quem saboreia, esse prazer gostoso.
Destino em forma de lágrimas
Coração a pulsar de paixão.
Mulher Paixão
Labirintos de dor, sonhos em
Arabescos de ilusão embalam
teus segredos de menina.
Danças por entre as sombras dos raios
De luar, buscando do nada
a ternura esquecida.
Mãos delicadas refugio de amante,
nas sombras da noite.
Paixão Mulher
Encanta as estrelas e enamora-se da sombra
dos teus passos.
Tu, não a mereces, tua alma é pequena.
Na embriaguez doce dos teus beijos, segue perdida
das emoções vividas.
Perdi-me do tempo
Perdi-me de ti...
MULHER POEMA...
MULHER PAIXÃO...
Amália LOPES
janeiro 2008
sexta-feira, 22 de maio de 2009
POESIA
Vestes o meu corpo depois de o enfeitares
de calma, e, nas secretas luzes do
meu grito quando pronuncio o teu nome.
Na companhia dum vento de luz, és a sensibilidade da
minha pele e do amor que respiro
nos poros com o cheiro dos lilases.
Na poesia celebro a saudade, a inocência
duma paixão, a paixão das palavras.
A saudade não é de ti, mas o divino
honrar do significado das doces palavras
que me enternecem enquanto escrevo
e na noite longa, sai sempre uma canção de amor.
Jamais, tu poesia me deixas só
Jamais, tu poesia me negas o beijo
Jamais, tu poesia me abandonas nas madrugadas.
Com uma vénia te agradeço, POESIA...
Amália LOPES
hoje é maio 22/2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
ENCONTREI UM VIOLINO
Na mesa dum cigano coberto de pétalas
com o perfume duma serenata.
Um violino sonhador tal qual o teu olhar
e
na nobreza do vinho que perfumava duas taças
a tua, a minha, bebi dessa taça
brindei ao amor, à paixão,
brindei aos teus olhos.
Sonhei entre cetim e veludos, deslizei
dentro da tua pele, numa barreira do impossivel,
em instintos aflorados.
Era esse o meu alimento, num minuto transformei-me em sol
aqueci-te entre beijos e carinhos.
Espera meu amor!
quero-te sublime,
quero-te nesta sinfonia do meu violino
quero-te no meu jardim de folhas secas
quero-te sim, amor, na minha janela olhando mais
um luar, mais uma estrela.
Quero-te voando entre gaivotas e papoilas
entre camélias e lilases.
Lá longe, eu escuto o teu canto, mas sei
que não vens.
Eu sei que não aqueces o colorido dos meus
olhos, e, sei que alguem te levou na brisa
seca de mais uma primavera, soltam-se lamentos
mas a porta está fechada.
Ontem com pedrinhas delicadas tu escreveste a palavra
felicidade, mas hoje
ela perde-se nos labirintos da minha memória
que te procura na imensidão das sombras.
Procuro-te sim, amor
nos desencantos e na lucidez do meu amar,
na revolta do meu tempo
na tua ausência desta noite tão eterna.
Na noite dum passado, ofereci-te o meu corpo
sem pudor, agora, não te procuro mais,
vem tu e abraça-me hoje.
Procuro-te sim, AMOR...
Amália LOPES
Maio 19/2009
ESCREVER
É a mania de actualizar a vida, os passos, o sol, o gosto pelas palavras, os
minutos que penso em ti.
Esta mania de falar de ti, nem sei se existes, se és sonho ou uma quimera.
Mas, porque existo e amo, existe algo, e um dia vou aprender a viver tão só, sem ti.
Eu sei que és bocados duma história, minutos do meu dia.
Eu sei que estás aqui entre as paredes que olho, na aguarela que pintei sem que alguem tivesse olhado entre o pincel e a tua presença.
Vou escolher outro caminho, outro sol, mas à noite sinto o teu colinho e adormeço tão
enroscada, que, nem sei se existo.
No canto esquerdo do meu corpo, estão as emoções, o cheiro de ti, o jardim das minhas lágrimas, o silêncio do meu céu.
No alvorecer duma noite, espero, espero-te sempre, em cada momento, e sei que tu és o meu melhor caminho.
Que loucura é esta que me faz de louca e poeta, de mulher e amante? Encontro pedaços de ti em cada esquina da minha vida,
percorro a minha alma e encontro nobremente a delicia e os nectares que sorvo de ti em goles e taças de quimeras e
nos teus gestos há sempre um amanhã.
Talvez me permita em devaneios de silencio para te sentir mais perto, não te quero roubar nada, nem um minuto,
mas sinto que te quero todo para mim.
Podes não voltar mais, mas nunca hei-de deixar o vento apagar as lembranças
de ontem, nem o fogo da tua existência que sobrevive dentro da volupia do meu ardor.
Sempre tu, sempre eu, quero escrever sobre borboletas e lilases, mas estes destinos entrelaçados pela saudade
só me deixam falar de ti.
Não quero mais, sinto que dei um basta neste desvario que me consome, basta mais uma vez,
vou lembrar de gaivotas e papoilas, vou escrever sobre tudo e nada,
vou amar o vento e as rosas porque as pétalas têm o te cheiro, não quero mais falar de ti e dos beijos que me queimam em cada minuto,
sufocas-me em abraços, não, não posso falar de ti.
Tenho que aceitar a minha decisão, mas ontem senti o teu cheiro dentro da minha boca que me pede tanto os teus beijos, não,
não posso falar de ti.
Quero tanto falar de bosques encantados, de riachos e água cristalina, quero tanto falar de ti.
Em cada minuto eu espero que a rosa branca abra para te ver inteiro nas pétalas que vão abrindo como o teu abraço.
Na fresta da porta, abracei-te tanto meu amor, mas eu não posso falar de ti.
As crianças são o ponto mais alto da nossa visão, as suas palavra são dóceis, o olhar duma ternura encantadora,
falam tão débilmente que o mundo é sempre tom rosa suave, tão suave como os seus sonhos de algodão, tu, meu amor, fazias-me sonhar assim,
envolta em algodão doce, lembras quando sonhámos em paralelo, eram iguais os nossos sonhos, sempre iguais, mas eu não posso falar de ti.
Numa partilha de sonho eu queria voltar a sonhar sempre, contigo meu amor...
O mar estava sempre calmo e a areia escorria entre os meus dedos, contei os teus beijos em cada grão de areia,
lembrei-me tanto de ti, as cócegas que as ondas me faziam na minha pele lembrava-me os teus carinhos,
uma ternura deixada ao acaso, o acaso és tu ali tão visivel, tão meu, esta liberdade de viver contigo faz-me sentir aquela onda solta na areia.
Não queria falar de ti. Mas, lembro-me tanto de ti...
Escrevo palavras, escrevo esta história cheia de pormenores e virgulas,
cheias da minha vida e da tua,
falando de sentimentos, é uma verdade, é um sonho feito loucura que percorro
nobremente em caminhos perdidos.
Quero sentir uma brisa bailar no meu rosto, quero sentir do beijo o seu gosto,
quero encontrar-me dentro de mim,
nos meus desejos ganhar sabor, na poesia existir como uma embriaguez solta e
ganhar a vida dentro de mim.
Pedi à solidão um tempo, porque estava a escrever para ti,
esta carta.
Mas eu não queria falar de ti...
Amália LOPES
Maio 2009/20 de
terça-feira, 5 de maio de 2009

ROSAS BRANCAS
Rosas brancas aveludadas
recebi das tuas mãos,
mãos de poeta que à tardinha me embalou.
Rosas brancas são a força dum orgasmo amadurecido
são o brotar duma explosão nos meus sentidos.
Rosas brancas na eternidade nunca murcham
e secas viverão até um dia,
são o reviver dum sonho
duma alegria, dos teus beijos
dos teus abraços
numa liberdade que me deste neste dia...e,
o poeta fez amor com um sorriso limpo
e de alegria em arabescos duma felicidade
tão esquecida...
cada dia é uma página da vida
e, a cada minuto,
espero um beijo de ti...
Amália LOPES
1 maio 2009
CORAÇÃO ENTREABERTO

CORAÇÃO ENTREABERTO
Quando tu procuras entre as mil rosas
do teu jardim, o meu cheiro
não sabes escolher a pétala
onde descanso, e,
te espero desde ontem para te amar.
======
Não sei se tens o que me apetece,
os meus motivos são outros mais alem.
Mas irei entretendo a minha alma
com efeitos deslumbrantes e coloridos
ate ao meio-dia, nessa hora
no meu coração entreaberto
só irás entrar se eu o desejar.
=======
Oh! quimeras onde te deitas, oh! ilusões
que dormem contigo noite após noite.
A minha porta
ficará entreaberta sempre.
Lá, encontras não só a saudade, a
melancolia, mas um raio de sol na minha mão...
Amália LOPES
4 maio 2009
